terça-feira, 26 de julho de 2011

ㅤㅤㅤMalditas sejam as lagrimas vencidas, agrupadas e frias que se fortalecem dentro de mim. Eu jurei nunca tropeçar frente a todos eles, eu jurei a mim mesma que iria carregar os troncos amarrados em minhas costas sem pestanejar. Mas eu preciso colocar isso pra fora de mim, antes que se torne outro ciclo amargurado.
ㅤㅤㅤAs lágrimas quentes que se escondem, se esfriam. E frias se acumulam amolecendo por dentro aquilo que um dia se fez forte. E esquecidas congelam o interior que um dia se provou esperançoso. E quando eu começo a procurar o calor exterior... ninguém entende o que aconteceu por dentro. E a secura vai se mostrando o melhor ambiente, o silêncio torna-se amigável, a distância torna-se aparente.
ㅤㅤㅤQuando o rio morno aparecer outra vez, quando os nervos se inflamarem e tudo mais do corpo se fatigar enquanto trêmulo. Um grito vai ecoar pelas entranhas do espirito. E todas as lágrimas se tornarão quentes, e toda mágoa ferverá. Existirão olhos que brilham numa tristeza sonolenta, e outros pares de olhos que se mergulham em compaixão. O corpo pequeno vai se angustiar, até que por fora tudo possa sorrir.
ㅤㅤㅤDeixa por favor isso sair de mim então. Deixa que isso não venha a acontecer, que esse corpo não venha a desabar, que essa fé não venha a desaparecer, que essas lágrimas encontrem segurança pra sair. É sempre mais fácil quebrar um copo trincado, então que trinque as lágrimas e se mantenha o copo. Porque só assim se afasta a solidão.

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